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O Místico 3 – Nome, Energia, Influência e Providência

R$19,90

O Objetivo do primeiro livro, “O Místico”, foi trazer respostas para todos esses tipos de perguntas básicas de forma estruturada e organizada, por meio de fontes tradicionais para expressar a visão da Torá em relação a estes assuntos.

Assim como o livro “O Místico 2”, também este – “O Místico 3” – segue desenvolvendo parte dos temas tratados no primeiro livro “O Místico” e também novos temas são abordados.

Este volume coloca ênfase no entendimento da influência do espiritual em nosso mundo e a Força da Providência, se expandindo ao tema dos nomes – que expressa as qualidades da pessoa – ao tema das forças de impureza, energia e cura.

Descrição

Nomes

“O nome da pessoa, na verdade, é a sua essência – representa a sua alma”

(Ór Hachaim, Deuteronômio 31:1).

Após o falecimento da pessoa, quando a alma chega ao mundo espiritual, lhe perguntam: “Qual é o seu nome?”. Consta no Zôhar (Zôhar Chadash 102) que os perversos não sabem como responder – eles não se lembram de seu próprio nome.

Como entender esta questão? Se a alma da pessoa segue com as mesmas características que ela adquiriu em vida – como se fosse uma continuação – como ela pode não se lembrar do seu próprio nome?

O livro Michtav Me Eliahu (Parte 2, página 62) explica que a morte não altera os valores que foram construídos em vida.

Aquele que, durante a vida, vinculou-se aos prazeres mais mundanos, ao deixar o corpo, continua com sua conectada a isso.

Portanto, aquele que resolve viver perseguindo os seus instintos estará se desconectando de sua essência – de sua alma – e, assim, não reconhecerá mais o seu nome (Baseado no Zôhar idem). Assim está escrito:

“O nome dos perversos apodrecerá”

(Provérbios 10:7)

Isso porque além de seus atos não lhe proporcionarem benefícios, o nome deles – a sua própria essência – também apodrecerá e será eliminada, já que eles não investiram em sua própria alma (Baseado no Malbim).

O Nome de Toda Criatura

“O Eterno D’us formou a partir da terra todo o animal do campo e todo pássaro do céu e (depois) trouxe para o homem, para ver como os chamava; e tudo que o homem chamasse a (cada) alma viva, esse seria o seu nome” (Gênesis 2:19).

Consta no Midrash que D’us disse às entidades espirituais que a inteligência do homem superaria a deles. Assim, Ele trouxe os animais e os pássaros diante deles e lhes perguntou: “Quais são os nomes deles?”

As entidades espirituais não sabiam como responder.

Depois, D’us os colocou diante do homem e perguntou: “Quais são os nomes deles?”, e o homem respondeu: “Este é o touro, este é o burro, este é o cavalo e este é o camelo!”

“Qual é o seu nome?” – D’us perguntou ao homem. “O nome ideal para mim é ‘Adam’ (Adão, homem), pois eu fui criado da ‘adamá’ (terra)”
“Qual é o Meu nome?” – isto é, que nome seria ideal para representar o Meu relacionamento com as criaturas?

“Adokai (Meu Senhor), pois Você é Senhor sobre todas as criaturas” (Midrash Rabá, Bereshit 17).

Desta forma ficou comprovada a grande inteligência atribuída ao primeiro homem (Rabênu Bechaie). O homem entendeu a natureza de cada animal e o chamou de acordo com as suas características – representadas pelas letras que combinou para formar o seu nome. Através de uma análise da composição do nome de cada animal (ou de qualquer outro tema) podemos entender a sua essência.

O homem é um microcosmo. Todas as forças existentes na natureza se expressam de alguma forma no ser humano – incluindo os instintos de cada animal. Portanto Adão, o primeiro homem, foi capaz de compreender as características das diferentes criaturas para saber como chamá-las (Tiféret Tsión).

Os Sábios do Talmud ensinam que o mundo foi criado com o hebraico bíblico; como está escrito (Gênesis 2:23): “Vou chamá-la ishá (mulher) pois ela foi formada a partir do ish (homem)”. Também é através do hebraico bíblico que D’us se comunica com os Profetas (Ramban) [Biur Halachá, siman 101]. As outras línguas foram formadas a partir de convenções dos povos. As pessoas se reúnem para decidir modificações, novas palavras e reformar as regras gramaticais, diferentemente do hebraico bíblico, em que a palavra representa a sua própria essência.

Citamos a seguinte passagem do Midrash:

D’us perguntou ao homem: “Qual é o Meu nome– isto é, que nome seria ideal para representar o Meu relacionamento com as criaturas?
“Adokai (Meu Senhor), pois Você é Senhor sobre todas as criaturas” (Midrash Rabá, Bereshit 17).

Se não existe nenhum termo para expressar a essência do Criador, como é possível chamá-Lo por determinados nomes – como, por exemplo, Adokai, Elokim, etc.?

Os nomes referentes a D’us, na verdade, não expressam a Sua Essência; pois não existe termos para expressá-la. Eles expressam apenas o Atributo que está sendo utilizado por Ele para interferir na criação. A Sua essência segue inalterada. Só a forma de se relacionar com a criação que se modifica de acordo com o comportamento das criaturas [Nota: Os nomes referentes ao Criador trazidos neste capítulo estão propositalmente alterados para evitar a sua pronúncia sem um motivo justificado].

Por exemplo, quando D’us atua com o Atributo de bondade ao extremo, Ele é chamado de Ekiê. Os nomes Ka, Kel e Adokai também expressam a utilização do Atributo de bondade, ou seja, quando Ele atua por cima da restrita justiça. No entanto, cada um desses nomes está em um nível de bondade diferente. Elokim expressa a utilização do Atributo de justiça. Ou seja, o nome de cada tipo de conduta expressa a sua essência. Através do nome utilizado em cada passagem da Torá podemos analisar o tipo de Atributo que está sendo utilizado por D’us [Baseado em Atchalat Hachochmá, parágrafos 60, 91].

Em uma determinada profecia, D’us disse a Moisés: “Você está querendo saber qual é o Meu nome? O Meu nome depende de Minha conduta. Às vezes, Eu Me chamo Kel Shakai, ou Tsevakót, ou Elokim, ou Adokai, etc. Quando Eu julgo as criaturas, Eu Me chamo Elokim, quando Eu ataco aos perversos Eu Me chamo Tsevakót, quando Eu atuo segundo as transgressões das pessoas Eu Me chamo Kel Shakai, quando Eu atuo com piedade e acima da justiça, Eu Me chamo Adokai. (Midrash Rabá, Shemót, parashá 7).

“O Nome do Bisavô”

O meu tio frequentava um centro espírita. Ele disse que lá invocaram a alma de seu falecido bisavô, que se chamava Moisés. Em vida, ambos eram muito apegados. O avô do meu tio havia falecido cedo, e este bisavô fazia para ele o papel de avô [Nota: Essa prática é proibida e causa danos tanto para a pessoa que a pratica quanto para a alma invocada].

O meu tio começou a frequentar lugares como esses uns dez anos após a morte de seu bisavô. Justo nessa época os meus pais começaram a frequentar um centro de estudos de Torá. Eles estavam preocupados com a nossa assimilação, porque isso já tinha acontecido com os seus sobrinhos (os meus primos). O meu tio disse para os meus pais que a alma invocada de seu bisavô disse que eles – os meus pais – estavam frequentando um lugar muito bom e alegre; um lugar com muita luz.

Certa vez, o meu tio apareceu assustado na casa de minha mãe (a sua irmã). Ele trazia duas ou três cartas psicografadas pelo seu bisavô. Na última carta ele escrevera que não poderia continuar se comunicando com ele; pois havia recebido o mérito de retornar. Eis o que ele escreveu: “Voltarei para esta mesma família”. Esse acontecimento foi deixado de lado e esquecido.

Na mesma semana a minha mãe descobriu que estava grávida. Depois de um tempo nasceu-lhe um filho – o meu irmão – e fizeram o brit-milá. Por acaso, resolveram homenagear o bisavô, e chamaram o bebê de Moisés.

Dois dias após o brit-milá, o meu tio entrou na casa de minha mãe abismado. Ele segurava nas mãos a última carta psicografada de seu bisavô. Ele resolveu arrumar as gavetas e encontrou a carta, na qual viu escrita a mensagem em que o bisavô dizia que não seguiria se comunicando com ele, pois voltaria na mesma família [Escutei este relato da própria pessoa envolvida, que, no entanto, deseja manter a sua identidade em sigilo].

O Nome Não é Obra do Acaso

Certo dia, a minha mãe sonhou que a minha irmã (a filha dela) estava grávida. Ela recebeu em sonho uma mensagem de seu pai (o meu avô), que se chamava Avraham. Ele dizia o seguinte: “A sua filha está esperando um bebê, no brit milá dê a ele o meu nome!”

Minha mãe respondeu no sonho: “Pai, não é o meu filho, não sou eu quem decide isso!”
Ele repetia: “Dê o meu nome! Dê o meu nome!” Logo de manhã a minha mãe telefonou para minha irmã e lhe desejou “Mazal Tov!”

Filha: “Mazal Tov? Por quê?”
Mãe: “Ora, você está grávida!”
Filha: “Ha ha ha!”
Mãe: “Por que você está rindo?”
Filha: “Não pode ser! Você sabe que eu não posso engravidar tão facilmente. Além do mais não apareceu nenhum sinal disso.”

O marido, do outro lado da linha, pergunta: “O que está acontecendo? Por que você está rindo?”

Filha: “Minha mãe disse que estou grávida. Ela teve um sonho com o meu avô, etc.”
Marido: “Ha ha ha… Vamos fazer o seguinte. Diga para ela que se for verdade eu estou de acordo em dar o nome do seu avô ao bebê! Ha ha ha…”

Depois de alguns dias a minha irmã fez exame de sangue e o resultado foi positivo, ela realmente estava esperando um filho.
Quando chegou o momento do brit milá, o marido da minha irmã resolveu que também queria homenagear o seu próprio avô, chamando o filho de: “Menachem Avraham”. “Menachem” em homenagem ao seu avô e “Avraham” em homenagem ao meu avô.

No processo do brit milá, na hora de dar o nome ao bebê, o rabino perguntou:
Rabino: “Como vocês o chamarão?”
Marido: “Menachem Avraham!”

Logo o rabino disse em voz alta para o público:
“O bebê se chamará em Israel: Avraham!”
E assim foi.
Depois perguntamos ao rabino por que ele tinha “pulado” o nome Menachem. Sua resposta foi: “Não sei, o nome me pareceu muito longo” (Relato de um velho conhecido).

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