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O Depoimento – Reflexão Sobre a Vida

O que é a morte?

Seria o fim? Talvez um começo!

Quem sou eu?

O Sábio Rabi Chaim Vital explica que o corpo é, na verdade, uma roupagem para a alma. Ao sair deste mundo, a alma despe-se deste adorno e veste-se com outro tipo de manto, mais puro e espiritual (Shaarei Kedusha,; Zohar).

Ou seja, a alma é a essência do ser humano. O corpo é seu receptáculo temporário. Após deixá-lo, a alma passará por um longo processo. O processo de separação entre o corpo e a alma é distinto em cada caso, de acordo com o nível espiritual de cada um1.

As almas, antes de descerem ao mundo, se despem de suas vestimentas espirituais e se ‘vestem’ com o corpo físico; [as vestimentas no mundo espiritual serão aprimoradas através das boas ações da pessoa e da Torá que ela estudar durante os seus dias de vida]. Ao nascer, elas se esquecem por completo que estiveram no mundo das almas, pois, ao contrário, o livre arbítrio seria afetado. A pessoa não deixa o mundo até que a entidade responsável pela morte não separe a sua alma de seu corpo. Essa separação é denominada “morte”. Então, a alma se veste sem sua vestimenta original que havia deixado no mundo das almas quando veio a este mundo. Se vestir em sua vestimenta original gera uma grande felicidade à alma – como se estivesse voltando à casa. Agora, com a sua vestimenta ela “caminha” no mundo das almas para entender os segredos Superiores, os quais não podia entender enquanto se encontrava dentro de seu corpo material. Aqueles que durante os seus dias de vida foram transgressores, não investiram em suas vestimentas e, inclusive as vestimentas que possuíam já não lhes serão compatíveis e se perderão por completo. Elas se encontrarão no mundo das almas despidas, e isto lhes causarão uma grande vergonha e elas pedirão pela restauração. (Zohar, Terumá 150a, Matok Midvash ibid. p.289)

A morte não atinge a alma, e sim o corpo exclusivamente. Aquele que durante a vida identificou-se somente com o corpo — sem desejar aproximar-se de D’us — estará desconectado de suas raízes. Neste caso, a morte o atingirá de forma integral. Por outro lado, aquele que durante a vida identificou-se com a sua alma, desejando ligar-se a D’us através do cumprimento de Sua vontade, estará conectado às suas raízes — a este a morte afetará apenas ao corpo de fato.

“É importante refletir sobre a vida após a morte, para que não nos esqueçamos que nossa presença aqui é passageira, tem tempo limitado, e para que não deixemos de cumprir nosso objetivo real.” (Shaarei Teshuvá).

A oportunidade de aproveitar cada momento de forma máxima.

Uma pessoa que se encontra em uma situação de saúde delicada tem uma visão mais real da vida. A situação delicada da pessoa elimina as atrações e a tendência à busca de futilidades que impedem o aproveitamento máximo de seu tempo. Ninguém pede para estar em uma situação difícil ou em uma situação de saúde delicada... Contudo, sem dúvida, esses momentos podem ser os momentos de uma experiência de vida mais profunda que a pessoa jamais sentiu. Alguém que já se encontra em uma situação assim recebe a oportunidade de ver e analisar o mundo de forma mais real e menos ‘embaçada’ pelas atrações fúteis que perturbam a maioria das pessoas – dia a dia, ano a ano – durante toda a sua vida, não deixando um tempinho para refletir nas questões mais básicas que qualquer pessoa questionaria ao chegar a um local ‘desconhecido’. “Onde estou?” “Quem sou eu?” “O que vim fazer aqui?” “Quanto tempo ficarei aqui e para onde regressarei?”

“Saiba de onde você veio, para onde você vai e perante Quem você terá que prestar contas” (Ética dos Pais 3:1)

Este texto é reprodução de parte do conteúdo do e-book O Depoimento.

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