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E Quando a Justiça Falha

Palavra inicial – O objetivo da Justiça

O objetivo da justiça, como o próprio nome diz, é fazer o que é justo!

A verdadeira visão da justiça ficou deturpada. O objetivo da maioria das pessoas é USAR da justiça para lhe trazer benefícios.

Por exemplo: Uma pessoa tropeça na calçada por descuidado, ela pode automaticamente pensar: “Vou processar a prefeitura para ganhar dinheiro”; o mesmo quando come algo que não lhe fez bem ou que veio estragado.... “Vou processar!!”

Também quando uma questão ou discussão financeira chega à justiça, ambos os lados vêm com o objetivo de ganhar a causa e não o de esclarecer a verdade.

A visão está deturpada!

Inclusive dentre os próprios juízes, que possuem a função de fazer acontecer a justiça, podemos encontrar aqueles que pensam em como receber benefícios dos casos em questão ao invés de realmente procurar esclarecer a verdade e aplicar a justiça para consertar a situação.

Estamos longe do ideal

Como seria a visão ideal?

Antes de tratar de ‘como deveria ser a justiça’, abordaremos brevemente sobre ‘um passo antes da justiça’: A paz! O ideal, como primeira opção, é almejar a paz e viver em harmonia com os nossos semelhantes. Como está escrito na Ética dos Pais (2,1):

“Qual é o caminho correto que uma pessoa deve escolher para ela? Aquele que é agradável para ela e para os que convivem com ela”. Esse é o caminho da Torá!

O propósito desta obra é despertar o coração de cada um para o desejo da verdade e querer o bem do próximo e, assim, trazer a Luz de Hashem para o mundo.

“Quem honra ao seu companheiro é como se estivesse honrando a D’us e também será honrado.” (Baseado em Ética dos Pais 4,1)

 

Desejar a Paz e Não entrar em brigas

Está escrito no Talmud (San’hedrin 7a) que podemos comparar a briga com um rio que transborda sobre as suas margens, se não para a água logo no começo, depois já não tem mais como controlar.

Nessa mesma passagem do Talmud, tem quem compare a briga com as tábuas de uma ponte: no princípio ficam ‘meio que’ bambas, porém, ao longo do tempo se fixam fortemente. Assim também é em relação à briga, no princípio ainda não se fixa fortemente e é mais fácil de conte- la, porém, ao longo do tempo ela se fixa e provavelmente já não tem mais como conte-la.

“Feliz é a pessoa que escuta uma ofensa e se cala (e não se envolve em brigas). Através de seu silêncio livrou-se de mil males (que recairia sobre ela caso tivesse entrado em briga).”

Segundo esse princípio, podemos explicar a seguinte passagem da Ética dos Pais: “Todos os meus dias cresci junto aos sábios e não encontrei para o meu corpo nada melhor do que o silêncio.” Ou seja, através do silêncio a pessoa evita inúmeros males para ela própria!

Aqueles que são ofendidos e não ofendem, escutam a ofensa e não respondem, sobre eles está escrito (no Livro de Shoftim 5, 31) ‘Os seus amados são como o sol no momento que ele sai com (toda) a sua força’.

Sobre esse tema expressa o Talmud (San’hedrin, cap.1):

“O começo de uma discussão (briga) é como o início de um vazamento (isto é: como fazer um furo na barragem de água; a água começa a vazar e o furo vai aumentando continuamente, o que é difícil parar). Portanto, antes que seja revelado o ‘vazamento’, abandone (a discussão)!” (ver Mishlei 17,14)

[Nota: Quando a pessoa se ver obrigada a responder àquele que lhe ofende, se ela for uma pessoa sábia, deve fazê-lo com elegância, isto é, sem perder a postura, e de forma agradável, não demonstrando muita raiva, pois a raiva é sinal de tolice (como está escrito no Livro Kohelet 7,9: “A raiva se repousa no ‘colo’ dos tolos”). Também é aconselhado justificar-se diante dos que estão presente no local colocando a ‘carga’ sobre o ofensor. Esse é o caminho de uma pessoa correta. Porém, existem pessoas com um nível ainda maior de aprimoramento pessoal que não responderão à ofensa em absoluto, isso para que não venham a sentir raiva além do desejado e acabar se envolvendo pela discussão. Sobre esse grupo seleto de pessoas disseram os sábios (no Talmud, Shabat 88b): Aqueles que são ofendidos e não ofendem, escutam a ofensa e não respondem, sobre eles está escrito (no Livro de Shoftim 5, 31) ‘O seus amados são como o sol no momento em que ele sai com (toda) a sua força’.]

“Devemos aprender da conduta de Aharon (irmão de Moshe) amar a paz e persegui-la” (Baseado em Ética dos Pais 1, 14)

Porém, existe situações as quais nem sempre é possível evitar o juízo. Muitas vezes são casos de dúvidas ou de discussões financeiras onde ambos os lados desejam uma solução. Portanto, trataremos em seguida sobre a visão da justiça baseado em ensinamentos do Talmud.

 

“JUSTIÇA” – Como encarar um julgamento?

Como citamos acima, a palavra “JUSTIÇA” significa – FAZER O QUE É JUSTO! Isto é: O conserto!

Em geral as pessoas entram em um julgamento com o espírito único de vencer! Pagam os melhores advogados e fazem de tudo unicamente para vencer!

A ideia não deveria ser vencer ou perder, e sim, averiguar e esclarecer o justo! Aplicar a justiça para ambos os lados ficarem limpos de qualquer culpa.

Este texto é reprodução de parte do conteúdo do e-book E Quando a Justiça Falha.

A reprodução desse conteúdo é proibida sem a autorização do autor.

Para continuar lendo, baixe o e-book clicando no botão abaixo.

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