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Conversos e Conversão

“Querido é o ser-humano que foi criado com o Semblante Divino (isto é, com a expressão da Providência de D’us)”

(Ética dos Pais 3,14)

Todos os seres humanos são queridos para D'us. Somente a consciência da pessoa ter sido criada com o Semblante Divino e ser querida por D’us já é motivo para deixa-la feliz a vida inteira. Se para D'us cada um é querido, logo, por amor a D'us, devemos respeitar e aprender a amar a todos.

D’us, pelo amor ao ser-humano, entregou a Torá para ser cumprida por toda a humanidade – Assim, existem Sete Preceitos que comprometem a toda humanidade, independentemente do Povo, raça e cultura; o fato do Povo de Israel possuir um número maior de preceitos é resultado de sua função, o que também consiste em uma maior responsabilidade.

 

O Fenômeno da Conversão

Não é de se espantar que vemos em nossos dias, véspera da revelação final, um grande despertar no tema da conversão, pois assim nossos Sábios escrevem no Talmud: O descendente de David (Messias) não virá até que se terminem as almas do ‘corpo’. Ou seja, até que venham ao Povo de Israel todas as almas que foram formadas para esse fim na criação do Mundo (confira em Yieshaiahu 56,16); e esse tema inclui também as almas dos conversos em potencial que necessitam se converter, como os sábios explicam (Panim Meirót e outros) baseando-se nos escritos do Zohar e no Talmud (Pessachim 87b) que o Povo de Israel não saiu para o exílio somente para juntar a eles as almas doas conversos (como consta no Livro de Hoshea 2,25) e sobre isso disseram os Sábios que o descendente de David não virá até que se terminem as almas do ‘corpo’; e os Sábios escreveram que não podemos retornar a nossa terra até que sejam recolhidas todas essas almas dos conversos.

 

A Perplexidade – O Lado Positivo e o Negativo de um Converso

O Positivo

O tema da conversão gera uma grande perplexidade em várias pessoas, pois, por um lado a Torá nos orienta em 24 passagens para amar os conversos e não os oprimir, como está escrito (Devarim 10,19): “Amarás ao converso” e o Tossafot (Kidushin 70b) explica: D’us adverte sobre o cuidado em relação aos conversos em 24 lugares para não os oprimir.

Também encontramos escritos sobre o kidush Hashem (Santificação do Nome de Hashem) e a grandeza da conversão, como consta no Zohar (Itró 68b): “Santificado e Temível é o Seu Nome através dos conversos. Também o Rambam (Deót 6,4) escreve: “Amarás ao converso que vem e entra debaixo das asas da Shechiná (Presença Divina)” – sobre isso o Rambam explica – D’us nos ordenou sobre o amor que devemos ter aos conversos, da mesma forma pela qual nos ordenou ao amor próprio (...). O Sêfer Chassidim escreve: Grande e querido é o amor aos conversos diante de D’us mais do que o amor de Israel (...); e no livro do Chinuch (mitsvá 431) escreve que devemos fazer além do que somos obrigados quando se trata de fazer o bem ao converso por ele ter deixado o seu povo, a sua família, a casa de seu pai e de sua mãe para vir entrar baixo as asas de um outro povo, por amá-lo e por sua força de optar pela verdade (...).

O Negativo

Por outro lado, a reação de várias pessoas boas e justas quando escutam sobre o tema da conversão é citar a expressão que se encontra no Talmud (Tratado de Yevamót 47a) “Os conversos são duros (difíceis) para Israel como lesões”.

Podemos acrescentar ainda mais perplexidade quando nos deparamos a outro dito dos Sábios, não tão conhecido como o primeiro, porém, não menos grave: “Males sobre males virão àqueles que recebem conversos” (Tratado Yevamót 109b).

Então, como podemos esclarecer esta questão?

São várias as pessoas que se encontram perplexas com esse tema.

Ainda mais. Quando nos aprofundamos nos comentários sobre a passagem do Talmud que diz: “Os conversos são duros para Israel” encontramos diferentes explicações que aparentemente contradizem umas com as outras, parte explica enfatizando o lado negativo e parte enfatizando o lado positivo da conversão, como traremos mais adiante; e como sabemos ambos são expressões do entendimento do Divino, como os Sábios dizem: “Elu ve’elu divrei Elokim Chaim” (“Este e este são ditos Divinos”).

Sendo assim, como entender o que consta nos escritos de Ari’Zal (Shaar Haguilgulim) que o Grande Sábio Shamai foi castigado por não ter recebido certas pessoas que o procuraram para conversão; e de nosso Patriarca Avraham por ter consentido ao Rei de Sedom regressar as almas (que ele recuperou na guerra contra os quatro reis) ao invés de tê-las colocado baixo as asas de Hashem (como consta no Talmud, Tratado de Nedarim 32a). Como entender isso? Por que eles foram cobrados e castigados por não terem recebido os conversos, eis que está escrito que ‘males sobre males virão àqueles que recebem conversos’?

 

Este texto é reprodução de parte do conteúdo do e-book Conversos e Conversão.

A reprodução desse conteúdo é proibida sem a autorização do autor.

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