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BS”D (בס״ד)

Gostaria que dedicássemos o estudo desse artigo sobre Gênesis 23 em elevação da alma do Rabino Jonathan Sacks, que faleceu sábado passado (07/11/2020) e de quem recebi essas palavras, por meio de estudo de seus artigos. Que Hashem possa elevar sua alma e console seus familiares e amigos.

Um breve estudo de Gênesis 23

Na porção da Torá dessa semana (Chaye Sarah, Gen. 23:1 a 25-18), vamos ler sobre um evento curioso: a compra da Caverna de Machpelá.

Este evento foi evidentemente importante, pois foi registrado por Deus no livro de Gênesis, não uma, mas quatro vezes (em 23:17 e subsequentemente em 25:9, 49:30 e 50:13)

Deus está nos dando alguma dica nessa história, certo?

Os segredos das escritas sagradas

Logo depois da estória da compra da terra, nós lemos “Abraão estava velho, bem avançado em idade e Deus abençoou Abraão com tudo.” (Gênesis 21:1)

Novamente isso parece com o fim para Abraão, mas nesse momento ele parte para uma nova iniciativa: encontrar uma esposa para seu filho Isaac, que já tinha 37 anos.

Mas se pararmos para pensar um pouco, durante a história de Abraão e Sara, Deus prometeu à Abraão terras e crianças (descendência).

A promessa de terras (Ex. Gênesis 13:17) é repetida não menos que sete vezes. A promessa de descendência acontece quatro vezes (Ex: Gênesis 12:22, Gênesis 13:16, Gênesis 15:5 e Gênesis 17:5)

Apesar dessas promessas, quando Sara morre, Abraão não tem nem se quer uma terra em sua posse e apenas um filho que continuará o pacto com Deus, Isaac, que ainda não estava casado.

É aqui que a Torá diminui a velocidade da narrativa e dá enfoque à essas duas histórias: a compra da terra e a busca por uma esposa para Isaac.

Esse enfoque serve para nos mostrar que aqui há um importante ensinamento.

Mas o que Deus quer nos ensinar aqui?

O ensinamento aqui é que Deus promete, mas nós temos que agir!

Deus prometeu à Abraão a terra, mas ele teve que comprar seu primeiro campo. Deus prometeu à Abraão muitos descendentes, mas Abraão teve que primeiro buscar um casamento para seu filho e que fosse com uma mulher que compartilhasse com ele o pacto com Deus para que a promessa se concretizasse.

Mas porque temos que fazer se já foi prometido por Deus?

Apesar de todas as promessas, Deus não quer e faz sozinho. Pelo ato de auto-limitação (tzim-tzum) é que é permitido por Deus o nosso livre-arbítrio.

Deus nos dá responsabilidade e somente realizando com nossos atos nós conseguimos atingir níveis máximos como seres humanos.

Deus salvou Noé do dilúvio, mas Noé teve que construir a arca.

Ele deu a terra de Israel para o povo de Israel, mas eles tiveram que lutar.

Deus nos dá a força para agir, mas nós temos que agir!

“O que muda o mundo, o que faz o destino se concretizar, não é o que Deus faz por nós, mas o que nós fazemos por Deus.”

Rav Jonathan Sacks

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